A consagração do músico rebelde

por , 16 Outubro, 2019

Aos 77 anos de idade, José Cid é o segundo português a ser distinguido com o Grammy latino de Excelência Musical. Um prémio que distingue o génio e também premeia a irreverência.

por XAVIER PEREIRA

CRISTINA – Qual foi o seu primeiro pensamento quando soube que ia ganhar o Grammy?
José Cid – Pensei que era para os Apanhados. (Risos) Depois, percebi que era a sério e que valorizavam a minha obra. Foram simpáticos e eu agradeci imenso.
C. – Qual a companhia ideal para a viagem até Las Vegas?
J.C. – A minha mulher. É ela que está a dinamizar tudo isto. Depois, o Tozé Brito disse-me que queria. A Paula Homem, da Sony, também irá.
C. – Qual seria o melhor after party?
J.C. – Cada um dos intervenientes poder cantar um tema à sua escolha, à viola ou ao piano. Seria interessante, para nos conhecermos.
C. – O que cantava?
J.C. – Não sei… Talvez o meu novo single: No meu fado há sempre um blues. Na versão gravada, sou acompanhado pela Marisa Liz. Ali, cantaria sozinho.
C. – Em três palavras, o que sente com este prémio?
J.C. – Emoção, reconhecimento e valorização do Pop rock português.
C. – Se o discurso de agradecimento fosse uma canção, qual seria o título?
J.C. – Nasci P’ra Música.
C. – É o segundo português a ser distinguido com este prémio e já disse que podiam ser outros. Diga-me três nomes.
J.C. – Jorge Palma, Paulo de Carvalho e Luís Represas.
C. – Porquê?
J.C. – Todos escrevem belíssima poesia e eu diferencio os que são poetas e fazem músicas. Mas acrescentava um quarto: o Vitorino. Ele tem coisas absolutamente geniais.
C. – Já disse que este prémio é para a cultura portuguesa. Na sua opinião, em que estado está?
J.C. – Está de boa saúde, porque somos um país de poetas e de músicos com muito talento. As coisas estão bem porque há muita gente a fazer, mas a projeção podia ser maior.


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