A Síndrome de Burnout

por , 20 Julho, 2019

Esta é uma perturbação associada a elevados níveis de stress e desgaste em contexto profissional, recentemente reconhecida pela Organização Mundial de Saúde. Alexandra, Margarida e Ricardo chegaram ao limite. Conheça as suas histórias.

por XAVIER PEREIRA

“Comecei a chegar a casa às duas da manhã e, nesse momento, apercebia-me de que só tinha comido um pão com manteiga, de manhã. As refeições só aconteciam quando havia tempo e era a correr. Também não tinha tempo para dormir. Ia para o trabalho às oito da manhã e, quando saía, já era noite cerrada”. Margarida Reis tem 28 anos de idade. Há seis, chegou a um estado grave de esgotamento, associado a um elevado stress profissional. A situação foi de tal forma grave, que a levou ao hospital. O diagnóstico indicava: Burnout.

Margarida explica que, desde cedo, tem problemas de ansiedade. “Houve uma semana em que tomei um medicamento para ansiedade todos os dias. Usava-o para momentos de maior aflição, mas nunca o tinha tomado de forma tão regular. Sexta-feira, comecei a sentir-me muito mal. Já tinha tido vários ataques de pânico. Liguei para o meu namorado e ele foi-me buscar. Disse-lhe para me levar para o hospital. Não me lembro do caminho. Sei que não tinha forças. Não me mexia. Não conseguia sair do carro. Tiveram de pegar em mim e tirar-me de lá. Dentro do hospital, não me lembro de mais nada. Recordo-me de acordar na Ala Psiquiátrica. Sedaram-me e lá me acalmei”. A situação-limite a que Margarida chegou foi provocada por elevada exigência e pressão, por parte da chefia da empresa onde trabalhava.


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