A vida de Fernanda Serrano

por , 16 Julho, 2019

Aos 45 anos de idade, a mediática atriz lança um novo livro onde desvenda mais sobre a sua vida profissional e familiar. Em Viva a Vida, conhecemos a paixão pelo Alentejo, as origens na Caparica e o dia a dia de uma mulher comum que adora cozinhar e tem, em Frida Kahlo, uma das maiores inspirações. A CRISTINA leu o livro, conversou com a atriz e desvenda-lhe um pouco mais sobre a vida de Fernanda Serrano.

por XAVIER PEREIRA

“Ao meu trevo de quatro folhas, os meus quatro maravilhosos filhos, motor da minha vida”. É com estas palavras que Fernanda Serrano inicia Viva a Vida, o seu segundo livro, lançado no mês passado. A obra reúne dezenas de episódios, fotografias e confissões, até então desconhecidas do grande público. É uma porta nunca antes aberta; ainda assim, com ponderação e muito cuidado. “Escolhi fotografias onde os meus filhos estão muito diferentes daquilo que são hoje. Eles perceberam que continuo a resguardá-los e a protegê-los”, explica à CRISTINA. “As únicas pessoas que estão rigorosamente iguais, ao que são hoje, sou eu e os meus pais”, afirma, divertida.

O livro conta a infância de Fernanda Serrano, passada entre o Alentejo e a Caparica. Apresenta-nos uma maria-rapaz despachada e desportista, a única num grupo de meninos. Aquela que teve dificuldade em perceber o que era a mudança da hora e que guarda, da avó Joaquina (dona de um imponente buço), a memória do sumo de laranja.

“Este livro teve várias fases e esta ideia já tem uns cinco anos, à vontade. Andámos para trás e para a frente com o processo. A ideia inicial era um livro de receitas, mas achei um bocadinho simplista de mais. Há tanta coisa nessa área de mercado, tão bem feita, tão apelativa, que achei que não seria uma grande mais-valia. Então, começou a formar-se a ideia de falar da minha vida e que isso podia ser um fator diferenciador, mas quem é que quer saber? (Risos) Decidimos fazer um mix”. O resultado são páginas de cheiros, sabores e sentires, numa coleção de histórias contadas na primeira pessoa e de forma bastante positiva.

Mesmo o cancro por que passou, diagnosticado há onze anos, é alvo de um olhar que revela uma Fernanda tranquila: “Dei por mim a pensar: ‘agora?’, como se houvesse um timing perfeito para ter um cancro da mama. Tinha acabo de ser mãe. ‘Porquê a mim?!’ Agora, que já passaram onze anos, pergunto o contrário: ‘E porque não a mim? Sou uma pessoa como outra qualquer’”, pode ler-se, na obra autobiográfica lançada pela Oficina do Livro.


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