Anestesia: factos e mitos

por , 24 Junho, 2019

Se consultarmos um dicionário, “Anestesia” significa a suspensão geral ou parcial da sensibilidade. Em Medicina, tem como principal objetivo eliminar a dor, através da utilização de medicamentos. É necessária aquando de uma cirurgia ou de um procedimento mais invasivo (ex.: colonoscopia).

por Helena Rebelo, Médica Anestesista na Clínica Filipe Magalhães Ramos

 

Factos
#1: Há diversos tipos de cirurgia ou procedimentos invasivos. Podem visar qualquer parte do corpo e ser mais ou menos extensos. Podem durar de minutos a horas. Podem ser realizados num grande hospital ou num consultório médico. O doente pode ir para casa no mesmo dia ou semanas depois.

#2: Do mesmo modo, existem vários tipos de anestesia: local, regional, geral ou apenas sedação. Podem ir de bloquear a dor num dedo a bloqueá-la no corpo todo. Podem permitir manter o doente acordado durante todo o procedimento ou manter o doente “adormecido” de um modo controlado – a anestesia geral.
São usados vários tipos de fármacos para anestesiar e assim que termina a cirurgia, o seu efeito é revertido e o doente recupera as sensações de novo.
[Facto interessante #1: É possível sonhar durante a anestesia geral.]

 

Mitos

Mito #1: Se a dose for mal calculada, a anestesia pode terminar antes do fim da cirurgia.
A verdade: Não existe um cálculo prévio da dose, assim como é impossível saber quanto tempo vai durar a cirurgia. A anestesia começa antes do início da cirurgia e, baseando-se na monitorização do doente e no decorrer da cirurgia, vai sendo ajustada ao longo do tempo.

Mito #2: Os anestesistas só permanecem no bloco operatório durante o início da cirurgia.
A verdade: Os anestesistas acompanham o doente do início ao fim da cirurgia, até que o doente desperte. Durante a cirurgia são usados equipamentos de monitorização modernos, para avaliar a condição do doente, como os seus sinais vitais, e para garantir que o doente permanece inconsciente e sem dor. Saído doente do bloco, o anestesista acompanha também o período de permanência no recobro, para que haja vigilância do estado geral do doente, assim como tratamento, se necessário, de fatores como dor ou náuseas.

 


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