As Filhas da mãe | Das segundas e dos arranques

por , 4 Junho, 2018

À terceira é que é de vez, mas é à segunda que tudo devia começar.

Por: Isabel Saldanha

Há mesmo quem tenha a dieta/a ideia de que se descarrila, logo no começo, então mais vale adiar mais uma segunda-feira. Já agora, há uma todas as semanas. NOT. NOP. NO WAY. Foge dos clichés. A milhas da folha branca. Já não temos tempo para limpar todas as merdas que andamos a fazer, nem para endireitar os cantos das folhas e das pessoas, que dobrámos sem querer.
Deve haver uma boa citação no Pinterest, para isto.
Mudança que é mudança, acontece, quando fazemos acontecer.

Há três frases preguiçosamente perigosas:

1º A vida faz-se sozinha.

2º Tudo o que tem que acontecer acontece.

3º Se não foi, é porque não tinha que ser.

São frases que vêm com encosto, cheias de autoridade sobre a paralisação e o conformismo. Também não vale a pena saltar de repente do sofá a pé juntos, numa postura de ninja aflito, e erguer os braços em posição defensiva, tipo Karate Kid. Só é giro se tiver os miúdos a assistir. Nem vale a pena ir buscar uma folha branca, e uma caneta, e enchê-la de resoluções apressadas. Nós já sabemos o que queremos, podemos é não querer pensar muito nisso. Se calhar o primeiro obstáculo é dar cabo do muro que nos separa da mudança. O que é que nos trava e impede? O que nos lembra, continuamente, que é melhor ficar quieto e seguro, que inquieto e insatisfeito? Quem são as pessoas que se riem dos nossos sonhos e nos limitam, no nosso discurso? Se calhar vale a pena matar essa gente. Risos. Matar, matar, não digo, mas evitar, era recomendável.

 


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