As Filhas da Mãe | Dicionário de emoji

por , 29 Abril, 2018

Uso, não abuso, mas não gosto. E não gosto mesmo da cobardia dos emojis. Preferia que o teclado fosse apenas feito de letras e números.

Por: Isabel Saldanha

Não sei que correspondência oral têm um macaco de olhos tapados, um furacão e um cocó, embora já haja uns estudiosos do “dialeto Emoji”, que prepararam um dicionário de significados, não vá haver mal-entendidos na interpretação de um smile menos expressivo. O emoji é uma espécie de coffe break da comunicação, queremos pausar, não sabemos o que dizer mais, já estamos a engonhar, queremos atalhar conversa ou estamos a guiar, segue emoji. Do outro lado, recebemos na mesma medida. Não há palavras, só emoji. Um emoji é um dialeto de figuras, se estivermos com um nativo de emoji, falamos emoji. Às vezes olho para o ecrã, e não sei se estava a jogar Tetris, se a falar com pessoas. O fixe dá jeito, o beijinho é ponto final na conversa e, para o amor, dá-se o coração vermelho, e se houver insegurança latente do outro lado, só temos que o enviar no plural (nada de corações coloridos, que já fica muito gay, muito happy, muita cor, pouco sério).

Sim, porque além do emoji em si, e da sua dúbia significância, também há a questão numérica: “se me amas mesmo, porque me enviaste só um coração?”

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