As Filhas da Mãe | Não. Sim. Quero ver-te. Não posso. Não devo. Mas vou. Ou não vou…

por , 27 Outubro, 2017

Não devia. Não posso. Não vou. Sei de cor o que é erro.

Por Isabel Saldanha

O suficiente para saber que não há variável que lhe mude o fim. Tenho saudades. E tenho raiva das saudades que tenho. Até do que estava errado, sinto falta. Até ao momento exato em que nada bate certo. Se me concentrar muito, consigo recriar os cheiros, os cantos e os recantos onde me perdi. O que perco eu, se voltar lá outra vez? O que subtraí em mim, da parte que já perdi. O que faço eu, quando volto a lamber o passado às escondidas? Das mil coisas que não consegui apagar. Porque é que dou por mim a vasculhar-te na memória, como fazem os gatos vadios, nos caixotes de lixo tombados nas ruas vazias? Porque é que procuro aquela parcela sem mácula, aquele amasso, aquele abraço, aquele instante perfeito recortado pela esperança recetiva, como se fosse uma fatia de arte intocável, uma ilha no pacífico, um papiro raro, um reduto do passado, onde me posso reformar de um presente sem graça? E porque é que insisto no infinito de uma rua sem fim?

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