As touradas

por , 27 Novembro, 2017

Há quem lhes chame arte e há quem se oponha a tudo o que as envolve. Independentemente da opinião, fique a saber mais sobre o mundo taurino.

Por: Xavier Pereira | Fotografia: José Ferreira

A tradição é antiga e vem de Espanha. Consiste em lidar toiros de uma maneira que se diz artística, criando um espetáculo baseado em regras. Existe o toureio feito a pé, em que a lide é feita por um matador ou novilheiro; e a lide feita a cavalo, com a lide a ser realizada por um cavaleiro.

O conceito tem vindo a ser adaptado nos vários países onde se tem vindo a fixar. Em Portugal, as chamadas corridas de toiros à portuguesa incluem cavaleiros e forcados, assumindo-se como uma das variações no mundo tauromáquico, com a particularidade que o toiro não é morto na arena.

Com uma forte tradição em Portugal, as corridas de touros já incluíram a presença de matadores, mas as regras que têm vindo a ser adotadas, têm feito esse papel desaparecer, sendo hoje considerado ilegal a presença de matadores e a morte dos animais em arena. Apesar disso, ainda existem regiões com forte ligação ao mundo tauromáquico onde isso ainda acontece.

Esta é uma das atividades mais polémicas. Há quem lhe chame arte, há quem a trate como desporto, há quem só lhe veja defeitos e há quem apregoe que devia acabar. Além do sofrimento infligido aos animais, os homens que enfrentam os cornos do touro correm também muitos riscos, chegando mesmo a ocorrer, com frequência, acidentes mortais, como se verificou recentemente.

Saiba mais detalhes sobre esta realidade e as vidas que se perderam nos últimos meses a favor do espetáculo taurino na edição de novembro da CRISTINA, que está nas bancas.

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