Black Lives Matter – A vida importa sempre

por , 20 Outubro, 2017

Aquele que começou como um grito de protesto é hoje um movimento ativista internacional. Ganhou força ao longo dos anos e dos sucessivos episódios de abusos raciais que têm acontecido nos EUA. Contamos-lhe, agora, mais sobre este movimento.

Por Xavier Pereira

Foi em Julho de 2014 que Eric Garner foi morto. O jovem, afroamericano, perdeu a vida depois de um polícia branco o ter prendido e agredido. Segundo os dados legais, a causa da morte foi estrangulamento e demasiada pressão na zona do tórax, tendo ficado na história como uma morte causada por homicídio. Todo o episódio aconteceu quando Eric foi abordado por uma patrulha de agentes quando vendia, alegadamente, cigarros. Recusando-se a assumir e resistindo à detenção, apesar de desarmado, acabou por ser alvo da violência de um agente, tendo perdido a vida.

O episódio gerou uma gigante onda de protestos que se estenderam a todo o país e mereceram solidariedade além-fronteiras. Iniciava-se, assim, o movimento Black Lives Matter, que foi a frase mais gritada em todas as manifestações. (Em tradução livre, significa que a vida dos negros importa.)

Nos anos que se seguiram repetiram-se outros tantos casos de abuso policial sobre cidadãos negros, o que fez com que a frase passasse de slogan a nome de um movimento que junta milhares de pessoas nos EUA e não só. Dezenas de artistas foram, ao longo do tempo, juntando a sua voz à causa que é hoje uma rede descentralizada e sem uma estrutura formal que pede justiça e liberdade para os negros, e que encontra eco neste site. (http://blacklivesmatter.com/)

Na história ficam mortes trágicas, envoltas em mistério e que geraram verdadeiras batalhas campais, como aquelas que aconteceram em Ferguson e Baltimore, que obrigaram à intervenção de elementos do Exército norte-americano, com horas para o recolher obrigatório e apertadas medidas de segurança. Nos últimos meses, não têm existido casos de violência semelhantes.

As questões raciais ainda estão na origem de muitos conflitos em diferentes pontos do globo. Na edição deste mês da revista CRISTINA damos-lhe a conhecer histórias de portugueses que se viram confrontados com esta questão.

 

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