Chegou a vez de Enoque

por , 23 Março, 2018

A partir de hoje, a música em Portugal ganha um novo embaixador das sonoridades soul e R&B. Depois de colaborações com Áurea ou HMB, Enoque lança-se a solo com o disco Na Tua Mão. Motivo mais que suficiente para uma boa conversa.

POR: Xavier Pereira

“Começo aqui [com o lançamento do disco] a estabelecer um trabalho mais real para o público”, Enoque

Qual é o estado de espírito que acompanha este lançamento daquele que é o teu primeiro álbum?

Estou extremamente nervoso e entusiasmado! (Risos) Mas mais entusiasmado! Todo o processo de começar a escrever as minhas canções e gravá-las, foram perto de três anos. Por isso, este é um momento agridoce. Por um lado não queria deixar estas canções seguirem o rumo delas, mas, por outro, quero muito que todos as oiçam. As pessoas vão poder conhecer mais da minha música. Até agora, só conheceram singles. Dá para perceber a estética e a mensagem da minha música, mas o disco é um cartão de visita mais sério. Começo aqui a estabelecer um trabalho mais real para o público.

Em três palavras, como descreverias em álbum?

Eclético, porque navego por diferentes estilos; romântico; e genuíno, porque são músicas que saem de mim, tanto na escrita como em produção, mesmo que tenha alguém a colaborar comigo.

[sobre a colaboração com Anselmo Raplh] “Conhecemo-nos e surgiu a oportunidade de fazermos algo juntos. Já tinha o Jura na gaveta. Mostrei-lhe. Ele gostou e quis logo participar”, Enoque

E, para quem não te conhece, enquanto artista, como te descreverias, numa frase?

Sou uma pessoa que gosta de passar os sentimentos através da dança e da voz. É isso que as pessoas podem ver num concerto meu. É esse quem eu sou.

A única colaboração que tens, em termos de voz, é com o Anselmo Ralph. Como é que isso aconteceu?

Foi muito bom. Gostei muito! O Anselmo conheceu o meu trabalho através do meu primeiro single, o Nunca É Bom Demais. Depois, conhecemo-nos e surgiu a oportunidade de fazermos algo juntos. Já tinha o Jura na gaveta. Mostrei-lhe. Ele gostou e quis logo participar e todo o processo foi muito natural, não foi forçado. Ele é um grande artista e fez-me sentir bem ao longo de todo o processo. Por fim, acho que o resultado final ficou muito bom e fiquei muito feliz com a colaboração dele.

Mais recentemente lançaste o teu terceiro single, Teus Sinais, como têm sido as reações?

É muito recente, mas tem sido bom. Foi o primeiro single que lancei num registo mais balada, mais soul. Nele, as pessoas podem ouvir melhor a minha voz e o meu timbre. Talvez por isso, fiquem a conhecer-me melhor. De certa forma, sinto que começo a ganhar mais público. Sinto que há cada vez mais gente interessada. Ainda é cedo para fazer balanços, mas acho que está a correr muito bem.

Vingar na música em Portugal é difícil. Estás preparado para lutar mais e mais?

Já comecei esta jornada há mais tempo. Quando se acredita num projeto que nos move, os sacrifícios exigidos são muitos. Nossos e dos que estão à nossa volta. Com o passar do tempo, quando as coisas começam a acontecer, mesmo que sem expectativa, essa é a motivação para continuar a lutar. É um mercado difícil, em Portugal. Há muitos artistas, muita variedade, e começar não é fácil, mas acho que tudo o que é verdadeiro e feito com excelência, vai lá.

Conta-nos, que planos tens para próximos meses?

Nos próximos tempos vou fazer muita promoção ao disco. É só isso que posso garantir! Vou cantar as minhas canções em muitas lojas Fnac de norte a sul do país, e, por enquanto, é isso que posso revelar. (Risos) Vou continuar a trabalhar muito e espero ter cada vez mais concertos.

Fotografia: Salvador Colaço | Produção para o artigo “Black Power”, da CRISTINA de outubro

 

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