Chipre – Uma ilha de várias culturas

por , 27 Agosto, 2018

Fica no Mediterrâneo Oriental, e apenas parte da ilha pertence à Europa. O Chipre é isto e muito mais.

Por: Margarida Menino Ferreira

Chamam-lhe, muitas vezes, a Ilha de Afrodite – reza a lenda que a deusa do amor terá surgido na espuma do mar da costa de Pafos – ou “ilha do pecado”. Comprovámos que, afinal, o Chipre é muito mais do que isso.

A viagem começa com algumas horas de voo e uma escala prolongada, que me deu a conhecer todos os recantos do aeroporto de Milão, onde fiquei perto de seis horas. A chegada ao Chipre, ao aeroporto de Larnaca, aconteceu já durante a madrugada e seguiram-se ainda 50 quilómetros de estrada, até Ayia Napa.

A viagem no carro alugado tinha como destino o hotel Makronisos Holliday Village, situado a pouco mais de quatro quilómetros do centro de Ayia Napa, o local onde tudo acontece. As melhores praias, as melhores festas e os grandes Resorts estão concentrados nesta região, que recebe milhares de turistas todos os verões.

A melhor forma de conhecer o Chipre é de carro, já que os transportes públicos se limitam a fazer ligação entre as grandes cidades. Concentrei a minha estada em duas regiões, Protaras e Ayia Napa, as estâncias balneares conhecidas pelas melhores praias do país e pela animação noturna.

O Chipre é resultado da mistura de várias culturas, dado que está na Europa, mas muito próximo do Médio Oriente e de África. Além disso, notam-se ainda inúmeras marcas deixadas pela colonização inglesa – maldita condução à esquerda. Felizmente, o inglês é comum para os cipriotas e, por isso, não existem problemas de comunicação com os turistas, ainda que a língua oficial do Chipre seja o grego (e a língua turca na zona Norte).

Para quem lá chega, o Chipre mostra-se como um território confuso. É o único da União Europeia parcialmente ocupado por outro país. Desde 1974, ano da anexação da parte norte da ilha pela Turquia, que as comunidades cipriotas grega e turca ficaram separadas por uma linha patrulhada por tropas turcas, gregas e soldados da ONU. Por isso, o Chipre do Norte não é considerado um país, ao contrário do Chipre do Sul, ou República do Chipre, o tal que pertence à União Europeia. Dessa forma, para entrar no “país” que não existe, e que é apenas reconhecido pela Turquia, são-nos exigidos vistos e passaporte, e ninguém pode permanecer no território durante mais de 24 horas. Assim, apesar de ter uma paisagem semelhante, no território turco o turismo diminui drasticamente.

 


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