Clara de Sousa: “Sou extremamente dedicada. A qualquer trabalho que faça. Seja no jornalismo, seja na minha bricolage ou na minha cozinha”.

por , 23 Março, 2018

O que têm em comum Manuela Moura Guedes e Clara de Sousa? São mulheres, jornalistas, independentes, e gostam de bricolage. Mais do que uma entrevista, esta é uma conversa entre duas figuras do panorama televisivo nacional. Uma conversa livre, na qual se fala de tudo: do jornalismo, do país, do papel da mulher, do assédio sexual e de paixões. Uma conversa cara a cara na qual Manuela Moura Guedes é quem faz as perguntas e Clara de Sousa responde.

Por: Manuela Moura Guedes | Fotografia: Gonçalo Claro | Styling: Filipe Carriço

 

Manuela Moura Guedes – Clara, qual foi o primeiro pensamento que tiveste quando te disseram que ias dar-me uma entrevista?

Clara de Sousa – Ó pá, inicialmente pensei: ‘A Manuela quer entrevistar-me? Saber o quê? O que é que ela quer saber?’ (Risos) Eu até acho que nós temos muita coisa em comum, sabes?

M.M.G. – O quê?

C.S. – Desde logo somos mulheres profundamente livres e independentes. E é algo de que não abdicamos. Creio que há hoje, apesar de já termos tido fases nas nossas vidas em que andámos um bocadinho às turras, em que parecia que tínhamos mais diferenças do que semelhanças. E, é claro para nós, mais semelhanças do que diferenças. Se calhar, até foi um processo natural. Nós também nos temos aproximado mais nos últimos tempos. Acho fantástico isso.

M.M.G. – É bom quando a vida vai aproximando as pessoas.

C.S. – É bom. E nós estamos também numa fase mais madura, somos mais mulheres e temos um longo percurso a nível pessoal e a nível profissional.

M.M.G – Se tivesses que responder a um anúncio de emprego e se eu fosse o empregador e te perguntasse: ‘Como é que a senhora se define?’, o que responderias?

C.S. – Numa entrevista de emprego dir-te-ia de imediato: ‘muito trabalhadora’. Sou extremamente dedicada. A qualquer trabalho que faça. Seja no jornalismo, seja na minha bricolage ou na minha cozinha.

M.M.G. – Levas as coisas até ao fim.

C.S. – Sou quase obsessiva. Aliás, eu estou aqui a falar contigo e, neste momento, fiz uma pausa nos meus pensamentos, porque eu tenho uma cadeira na qual estou a fazer um décapage fantástico e tenho de terminar. Quando sair daqui vou tratar da cadeira e vou colocá-la num recanto maravilhoso. Vai ficar ótimo. Sou eu que a faço.

M.M.G. – Explica lá melhor essa coisa.

C.S. – Ó Manuela, nós temos uma vida tão absorvente a nível profissional, com tantas alegrias e com tantas dores, muitas vezes pesada, que preciso destas fugas extraprofissionais. Preciso da fuga da cozinha, da bricolage e da minha casa. Eu preciso da fuga do meu ninho e do meu lar. Da minha vida e dos meus amigos. Preciso muito e é uma coisa da qual não posso prescindir.

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