Consultório | Pergunte ao Dr. Quintino

por , 10 Setembro, 2018

Tenho um filho de cinco anos, uma criança absolutamente maravilhosa. Não nos deu especiais problemas nas noites dos primeiros meses, nem depois com as comidas, nem com as primeiras socializações na escola. É a primeira vez que eu e o meu marido nos vemos confrontados com dúvidas em relação à educação dele, e estamos com alguns medos, porque não queremos errar. Pela primeira vez eu e o meu marido dissemos um ao outro que educar uma criança é uma enorme responsabilidade. E qual é esse nosso problema? Alguns amigos comentam que o nosso filho é muito feminino. E pensando, eu e o meu marido concordamos que os brinquedos que ele escolhe, a forma como fala e como age com outras crianças e com adultos, fazem mais lembrar uma menina do que um menino. Quando lhe queremos comprar um brinquedo, se acontece ele pedir uma boneca, nós damos-lhe. Será que estamos a fazer bem?- Ana

Realmente educar uma criança é uma enorme responsabilidade. A vida coloca-nos uma vida humana nas mãos, mesmo que por decisão nossa, e começa a responsabilidade de contribuirmos para que se forme num adulto feliz, inteligente e trabalhador. E esta responsabilidade torna-se mais difícil quando a sociedade está em mudança, e os paradigmas e as “receitas” do passado não servem para os desafios da atualidade. Se há trinta anos nos falassem de um homem do futebol, certamente pensaríamos em alguém de bigode, vestindo roupa sem qualquer estilo, e dificilmente usando um perfume. Hoje os jogadores de futebol marcam – não só as escolhas de roupas – como o estilo de corte de cabelo de jovens e mais crescidos. Nesse tempo passado, ao volante de um camião encontrávamos sempre um homem, e hoje são cada vez mais as mulheres que os conduzem. A sociedade muda e muito, e, na minha opinião, muda permitindo a cada um de nós uma maior liberdade de se ser pessoa, indivíduo. Por outro lado, vivemos no conflito entre o desejo de acompanhar essa maior liberdade e respeito, pela individualidade da pessoa humana, e as práticas educativas em que nós mesmos fomos crescendo, e que nos são mais familiares. Como permitir e promover essa maior expressão da personalidade às nossas crianças, sem comprometer o seu bem-estar social e psicológico? É esse o desafio! - Dr. Quintino

 


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