CONSULTÓRIO | Pergunte ao Dr. Quintino

por , 12 Maio, 2018

Tenho uma enorme admiração por si, e gostava de lhe dizer que estou muito grata pelo muito que já me ensinou, sobre a educação do meu filho. Escrevo-lhe porque, recentemente, o meu marido me alertou para o facto de eu gritar muito com o meu filho. Fiquei mais atenta a mim mesma e descobri que ele tem razão. Naquele dia o meu marido começou a conversa dizendo que eu grito muito e o menino muda pouco ou nada. O que também é verdade. Porquê? Não seria natural que o meu filho mudasse o que faz mal, quando eu lhe grito para o corrigir? Um beijinho, ”- Filipa

Que pergunta interessante, Filipa. Gritar adianta alguma coisa? Efetivamente, não. Pelo contrário. A relação humana é regulada por uma permanente avaliação mútua. O que cada um faz é interpretado pelo Outro, e, em função dessa interpretação, forma-se uma imagem mental que nos orienta nos passos seguintes. Essa avaliação mútua é fundamental para o jogo de força e poder, que também nunca deixa de estar presente. Mesmo em pessoas muito ligadas: pelo afeto, como uma mãe e um filho, ou entre amigos ou colegas de escola ou trabalho, e, naturalmente, também no casal. Por isso é muito importante a maneira como nos mostramos e como expressamos as nossas intenções e vontades. O que deixamos, ou não, o Outro perceber, sobre como nos sentimos, quais as nossas emoções durante a interação mútua, ajudam-no a posicionar-se.- Dr. Quintino Aires

 

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