Ella Nor | O desafio de ser diferente

por , 23 Fevereiro, 2018

Cantora e atriz, Ella Nor venceu o Festival da Canção em 2015, depois de ter participado no programa The Voice Portugal. O tema Bang está a dar que falar e tem duas versões, uma em português, outra em inglês.

Por: Diana Chaves

Ella Nor ou Leonor Andrade? Ambas. O desafio é o de conquistar o mercado com a sua música e a sua voz. Com 24 anos, a cantora e atriz veio para ficar e, desta vez, juntou-se a Carolina Deslandes, a fim de criar uma canção que está a fazer furor e cujo video tem já milhares de visualizações. Numa conversa rápida com a CRISTINA, ficámos a saber um pouco.

Qual a história por trás do tema BANG?

A versão original do Bang é em inglês e, curiosamente, foi das músicas que escrevi mais depressa na vida. Estava a ter uma conversa de coração aberto com o meu melhor amigo (Tyoz) e, de repente, já estava no piano a construir o Bang. Costumo dizer que as melhores músicas surgem sempre de uma boa conversa, de uma entrega autêntica e genuína. Com o BANG foi assim! O resultado é uma música muito pessoal e, ao contrário do que se possa pensar, não é uma canção de amor. Ou melhor, podemos falar de “amor”, mas não num sentido romântico. Foi como uma viagem íntima que relata todas as minhas inseguranças e dúvidas. Mas, acima de tudo, o BANG fala da minha dependência da música e do medo de viver sem ela.

 

Como aconteceu e como correu a colaboração da Carolina Deslandes?

 

Como já disse, a música original foi escrita em inglês e, quando a música já estava feita, surgiu um convite para que fosse o genérico da nova novela da TVI (Jogo Duplo). A única questão que se punha é que o tema teria que ser uma versão em português. Como me sinto sempre mais confortável a escrever em inglês, decidi pedir ajuda à Carolina Deslandes. É uma artista que admiro muito e com quem me identifico e sabia que ela iria tratar o Bang com um enorme carinho. E assim foi! A Carolina aceitou, começámos a trabalhar e surgiu a versão portuguesa do Bang.

 

Começou por estudar piano e ter uma formação clássica. Essa aprendizagem faz a diferença na forma como compõe?

 

Desde que me lembro que tive uma grande proximidade com música e que ela esteve muito presente na minha vida! Comecei a ter aulas de piano aos 4 anos e estudei música clássica até aos 16 anos. Sempre senti que queria ser pianista clássica mas – mais tarde – percebi que o meu caminho passava por outro lado. Hoje em dia, componho quase todas as minhas músicas ao piano e é ali que me sinto mais confortável, é muito natural para mim e o piano acaba por ser uma extensão de mim.

A experiência do The Voice transformou a sua forma de entender o meio musical e dos espetáculos?

 

Sem dúvida! Sempre tive algum receio de me inscrever neste tipo de programa, mas gostava muito do formato e decidi ter essa experiência. Foi o meu primeiro contacto com a televisão. Hoje olho para trás e vejo o quão importante foi passar por isso! Conheci pessoas incríveis, fiz amigos para a vida e (em tão poucos meses) sinto que cresci muito.

 

E o Festival da Canção, qual a sua importância no seu trajeto?

 

O Festival da Canção também teve um impacto forte na minha vida. Honestamente, e apesar de reconhecer a importância do Festival, até ter concorrido não acompanhava muito. Depois surgiu um convite do Miguel Gameiro e então decidi arriscar. Foi uma altura muito especial, ainda estava a tentar encontrar-me enquanto artista, perceber onde me sentia melhor, qual era o percurso que queria trilhar e, efetivamente, encontrei muitas respostas nesse caminho.

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