HPV: mitos e verdades

por , 16 Janeiro, 2020

De que falamos? Antes de entrar em pânico, saiba o que é e como se manifesta e que cerca de 80% mulheres são afetadas pelo menos uma vez na vida.

Por Maria Manuel Sampaio, Médica Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Consultora especialista na Clínica FMR

Falamos do vírus papiloma humano, responsável por um elevado número de infeções. A maioria destas infeções cursa de modo assintomático e regride espontaneamente.
Existem mais de 200 serotipos de vírus diferentes, que podem causar desde verrugas na pele a lesões mais graves como o cancro, em particular o Cancro do colo do útero.

Pânico! Tenho HPV logo vou ter cancro…

Falso. Se fosse verdade… a nossa espécie já estaria extinta!
Estima-se que 80% das mulheres contactem com o vírus pelo menos uma vez na vida.
Na grande maioria dos casos, o sistema imunitário consegue eliminar o vírus.
Porém, em cerca de 20% a infeção pode persistir “adormecida” por anos, levando a determinada altura a transformação celular pré-neoplásica que, se não detetada e não tratada, pode evoluir para cancro do colo do útero.

O cancro do colo uterino só afeta mulheres que tenham tido múltiplos parceiros sexuais

Falso. Existia esse preconceito em relação à infeção pelo HPV e, consequentemente, em relação ao cancro do colo. No entanto, atualmente sabe-se que basta uma relação sexual para contrair infeção pelo HPV. Quanto maior o número de parceiros sexuais, maior será o risco; porém, basta um parceiro sexual para se desenvolver cancro do colo do útero.

O cancro do colo uterino é raro e só afeta mulheres após os 50 anos

Falso. O cancro do colo uterino é o segundo cancro mais comum na mulher.
Atinge mulheres em todas as faixas etárias, após o início da atividade sexual.

Como evitar a progressão da infeção por HPV para cancro do colo?

Através da realização de citologia cervico-vaginal, de um modo regular. Na colheita da citologia cervico-vaginal (vulgo papanicolau), são pesquisadas células com lesões percursoras de cancro, assim como em alguns exames a pesquisa direta de DNA do vírus HPV. Após deteção da infeção, seguem-se protocolos de vigilância caso a caso. O objetivo primordial é detetar atempadamente a infeção e tratar, se surgir lesão.


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