Lili Caneças: “Já nasci preparada!”

por , 28 Junho, 2018

Lili Caneças prepara-se para fazer algo inédito. A socialite atua este sábado no Rock in Rio-Lisboa, ao lado do projeto musical Dois Brancos e um Preto. Aquando do anúncio oficial, a surpresa foi grande, mas apenas para os mais distraídos, uma vez que o vídeo que junta os três youtubers de sucesso à rainha do jet set é um fenómeno na Internet e, agora, vai ser apresentado ao vivo, pela primeira vez.

POR: Xavier Pereira

CRISTINA – O que vai fazer no Rock in Rio-Lisboa?

LILI CANEÇAS – Os que viram o videoclip, sabem o que eu vou fazer. Vou cantar o trap-pimba baseado nas músicas do Roberto Carlos e do Quim Barreiros [Calhambeque e A Garagem da Vizinha]. O vídeo tornou-se viral no Youtube, por isso é que nos fizeram o convite para atuarmos no festival.

C. –  Além dessa música, está prevista a sua participação em mais algum momento?

L. C. – Não, só vou fazer essa música. Não haverá grandes surpresas e, mesmo assim, essa participação tem muito que se lhe diga. É fácil fazer no estúdio, foi divertido fazer o vídeo, mas ali vou estar a cantar ao vivo!

C. –  Já alguma vez a cantaram ao vivo?

L. C. – Nunca a cantei ao vivo! (Risos) Nunca na minha vida! Vamos estreá-la no Rock in Rio-Lisboa.

C. –  Como surgiu o convite para integrar o cartaz desta edição do Rock in Rio?

L. C. – Tenho feito coisas absolutamente impensáveis. Se alguma vez me perguntassem, na minha maior alucinação, se eu pensava estar a cantar no RiR, eu diria que não seria possível, mas a verdade é que vou estar lá!

C. –  Está ansiosa com a atuação?

L. C. – Não estou nervosa, mas sei que o palco [Super Bock Digital Stage] é baixinho, portanto as pessoas vão estar próximas. Como vai ser muita gente nova, e os miúdos têm muita curiosidade, a única coisa que me pode deixar nervosa é se eles subirem para o palco. (Risos)

C. –  Como é que se preparou para o grande dia?

L. C. – Tive ensaios com os miúdos. Numa das vezes, no fim de ensaiar montes de vezes e de eu achar que estava muito bom, disse “Agora vamos fazer uma como se fosse já no palco”. De repente, disse tudo ao contrário! (Risos) Percebi aí que, para fazer uma coisa super simples, temos de estar super concentrados. Não dá para perder a atenção nem um segundo. Para ser bem feito, não é simples.

C. –  Em termos práticos, como é que vai ser?

L. C. – Vou estar com um vestido lindo, dos Storytailors, num palco, como se estivesse a desfilar. De vez em quando, interajo com eles, nas minhas partes da música. As pessoas estão com muita curiosidade.

C. – Sente-se preparada?

L. C. – Já nasci preparada! (Risos) Estou muito feliz com o desafio. Vejamos: só eu, com esta idade, é que me meto numa coisa destas. No mundo inteiro, quem é a velha que está a cantar hip hop alternativo e que aceita fazer uma maluqueira destas?

C. – Cada vez tem mais força no meio digital. Como é sentir esse carinho?

L. C. – Tenho poucos seguidores. São 26 mil, mais ou menos. O interessante é eu ter interação com os meus seguidores. Isso é o que resulta bem! Veem em mim alguém de bem com a vida. Sinto que gostam muito de mim.

C. –  Através das redes sociais, sobretudo do Instagram, está a chegar a um público muito jovem. O que lhe dizem e o que lhe pedem?

L. C. – Normalmente dizem que estou muito gira. Depois, pedem as marcas do que visto ou calço. Também gostam de saber a minha opinião sobre diferentes assuntos. “Oh tia, tenho um casamento, o que acha que eu deva vestir?”. Pedem a minha opinião sobre uma peça, um filme, um prémio. Tenho andado a pensar e acho que vou começar a fazer comentários sobre diversos assuntos, no YouTube. O que digo é coerente para quem me segue, as pessoas têm genuíno interesse no que penso, digo, faço.

 

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