O regresso de Ivete Sangalo

por , 2 Julho, 2018

Ivete Sangalo actuou este fim de semana no Rock in Rio-Lisboa. A cantora brasileira contagiou milhares de fãs na tarde de sábado. Em conversa com a CRISTINA anunciou uma tour europeia para o próximo ano. Enquanto o momento não chega, saiba como Ivete viveu este regresso a Portugal, depois de ter sido mãe de duas meninas.

Po: Xavier Pereira / Fotografias: Agência Zero

 

CRISTINA – Como se sentiu neste regresso a Portugal e ao Rock in Rio-Lisboa?

IVETE SANGALO – Eu é que pergunto: como é que foi? [Risos] Para mim, é sempre uma delícia. O artista, quando entra no palco, só o faz para ser feliz e para que as pessoas o sejam com ele. Emocionamo-nos. Eu quero levar as pessoas a um lugar onde não pensem em mais nada e sejam felizes. Queremos que se divirtam e sintam alegria. Queremos que criem memórias afetivas com cada encontro.

C. – Quer dizer que, neste regresso, foi feliz.

S. – Muito! Como não ser?

C. – O Rock in Rio faz parte da sua vida. Ainda assim, a Ivete foi mãe há pouco tempo e, por cá, chegámos a pensar que não viria a esta edição.

S. – Quase não vim, em virtude da maternidade, mas é muito difícil para mim. Como é que não vou vir a Portugal, a Lisboa, ao Rock in Rio? Organizei a minha vida toda. Existe um sacrifício que vale a pena. Saí sexta-feira à noite. Cheguei sábado de manhã. E fico muito pouco tempo. Um dia e meio, mais ou menos, com a família toda a acompanhar tudo. Quando a mamãe voltar, faz outro show, mas lá em casa!

C. – E eles queriam ter vindo, segundo a história que contou durante o concerto.

S. – O meu filho, até à hora que eu embarquei, só me pedia: “Mãe, por favor, me leve”.

C. – Porque não o trouxe?

S. – Ia ser muito puxado para ele. Apesar de todo o conforto, ia ser muito difícil. Cheguei focada no show, não vim para passear, nem sequer vou ter tempo para isso. Seria injusto com ele, mas mesmo assim ele olhava para mim e dizia: “Mãe, é Lisboa!”. Tipo: “Como é que eu não vou para Lisboa? Isso é inadmissível!”. Eu depois disse para ele ter calma, que a mãe vai voltar para uma tournée e, nessa altura, vai a família toda.

C. – Quando é que será?

S. – Estamos a planear. Ainda não tenho data. Vou gravar um DVD, no final deste ano, no Brasil. Depois, provavelmente, vou trazer esse trabalho para uma tour na Europa.

C. – O concerto que deu no Rock in Rio-Lisboa, contou com Daniela Mercury. Como foi pisar, de novo o palco, ao lado de uma conterrânea?

S. – Acho que a Daniela construiu dentro de mim muitas memórias afetivas. Antes de eu cantar profissionalmente, ela já cantava. Assisti a muitos shows dela. A história que a Daniela escreve, enquanto artista, temos de respeitar, sempre. [Além disso] Somos amigas e quando eu soube que ela estava em Portugal, mandei um recado para ela, na Internet, em público, e pensei: “Agora quero ver você a dizer que não vai! [Risos] Vamos criar uma fofoca, agora. [Escrevi:] «Estou à sua espera no Rock in Rio. Ai de você que não venha!»”. E a bichinha veio do Porto e disse “Ivete, eu mato você, mas eu vou, para a gente se divertir!”. E foi muito bom!

C. – Ivete, temos um Campeonato do Mundo a decorrer. Se Portugal e o Brasil se encontrassem, como seria?

S. – Sou uma futeboleira de primeira mão! Portugal tem uma equipa muito coesa, mas Deus é bom e não vai fazer isso com a gente. [Risos]

C. – Só para não ter de lidar com as emoções divididas?

S. – Os anjos não iam permitir isso. Não dá! Aí, vocês iam jogar a nossa equipa na lama. Já pensou? [Risos]

 

 

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