“Um obeso só procura ajuda quando está no limite. É preciso haver um clique.”

por , 17 Janeiro, 2018

António Martinho estava preso em casa aos 50 anos. Pesava 200 quilos e não conseguia trabalhar. Não dormia, não subia escadas nem tomava banho, nem calçava umas meias sozinho. Durante muito tempo não entrou num elevador. Hoje sente-se vinte anos mais novo, mas a luta contra a obesidade continua.

Seis em cada dez portugueses são obesos ou pré-obesos.Esta condição traz, como consequência, outras tantas, como a diabetes, doenças cardiovasculares, colesterol, apneia obstrutiva do sono, cancro, infertilidade e depressão. Esta é apenas uma amostra de tudo aquilo que a obesidade pode provocar, mas há quem ainda desconheça.

Mais 50% da população portuguesa sofre de obesidade, ou estão em risco de desenvolver essa condição. As causas são muitas, e vão desde fatores genéticos, a fatores de natureza social. Segundo o Dr. Ângelo Ferreira, “a incidência da obesidade tem vindo a crescer, em particular, nas idades mais jovens. Hoje não se joga à bola, nem se joga à apanhada… E as crianças hoje “gordinhas” são, indubitavelmente, os obesos mórbidos do futuro!”. Em Portugal, 5% dos adolescentes com 11, 13 e 15 anos são obesos. Nos idosos, a condição afeta já 80% da população desta facha etária.

Estamos entre os cinco países da Europa com maiores números de obesidade e, segundo a OMS, os níveis não parecem estar a melhorar.

Na edição deste mês damos-lhe a conhecer os casos de António Martinho, 58 anos, e Nuno Silva de 42 anos. Ambas as histórias retratam o dia-a-dia de um obeso, e todas as dificuldades inerentes a esta condição. Leia tudo na edição deste mês, já nas bancas.

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