Os jovens e os antidepressivos

por , 16 Junho, 2018

Tânia mergulhou num estado depressivo profundo, que incluiu episódios de automutilação. Carla foi confrontada com níveis exagerados de ansiedade e, diariamente, passou por quatro a cinco ataques de pânico. Estavam ambas na adolescência. Para ajudá-las a ultrapassar esses problemas, foram-lhes receitados antidepressivos. Quais terão sido os resultados?

POR: Xavier Pereira

“Por mais amor que houvesse à minha volta, por mais apoio que eu tivesse, sentia-me sozinha”, atira Tânia, com 28 anos de idade. A solidão que refere foi apenas uma consequência de um percurso duro iniciado aos onze, quando sofreu um acidente. “Fiquei com uma lesão medular que condicionou, para sempre, a minha mobilidade. Na altura, estive ausente da escola durante uns meses, mas quando voltei, deslocava-me numa cadeira de rodas. Depois, e até hoje, passei a usar canadianas. Logo ao início, era miúda, reagi com o positivismo possível a toda a situação. Aos 15 anos, comecei uma fase mais negra”, detalha a administrativa.

“[Enquanto tomei antidepressivos] É certo que comecei a descansar melhor, mas, ao mesmo tempo, sentia a depressão a aumentar e fui-me isolando mais. Nessa altura, comecei a mutilar-me” – Tânia

“Porquê a mim?” foi uma das principais questões que permaneceu sem resposta. “Na altura, começa-se a olhar para o corpo de outra forma, começa-se a perceber que os sonhos têm de ser outros, começam-se a viver as primeiras paixões”. Além desses fatores, Tânia também deixou de conseguir dormir. “Ficava acordada até muito tarde, a pensar em tudo o que era mau”, confessa.

Tânia contava com o apoio próximo de uma psicóloga que acompanhou a sua escalada depressiva. Em conjunto com o médico de família, identificaram a necessidade da prescrição de antidepressivos.

 


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