Pequeno-almoço ou jejum?

por , 9 Outubro, 2019

Pequeno-almoço de rei, almoço de príncipe, jantar de pobre. Assim nos ensina a sabedoria popular. No entanto, novos estudos indicam outras formas mais saudáveis de encarar a nossa alimentação. Já ouviu falar do jejum intermitente? A Dra. Iara Rodrigues explica.

por MARGARIDA MENINO FERREIRA

O pequeno-almoço é assim tão importante?

Durante muitos anos foi-nos dito que o pequeno-almoço era a refeição mais importante do dia. Não vamos desfazer essa verdade, mas não é assim tão linear. O que importa, na verdade, é que a primeira refeição do dia seja equilibrada, seja ela o pequeno-almoço ou o almoço, no caso de alguém que adote um jejum intermitente.

“Depois de tantas horas sem comer, o nosso corpo deve receber o melhor. O pequeno-almoço deve, por isso, ser sempre muito equilibrado, com uma boa proteína como os ovos. Durante muito tempo questionámos os hábitos alimentares dos ingleses, por causa dos ovos e dos legumes pela manhã, mas hoje essas teorias foram completamente desacreditadas. A primeira refeição deve ser o mais saudável e equilibrada possível, para que abra o nosso dia com qualidade”, explica a nutricionista Iara Rodrigues.

Começar o dia com uma refeição saudável e equilibrada faz cair por terra o famoso galão e o pão com manteiga. “Devemos reduzir o mais possível a introdução de hidratos de carbono. Eles são uma falsa energia. Sentimos que nos dão energia porque têm glicose, mas isso também a fruta nos pode dar. Os hidratos são os nossos grandes inimigos, hoje em dia. São os responsáveis pelas elevadas taxas de obesidade. Não passam de alimentos processados, que têm de ser manipulados para serem ingeridos, ao contrário dos outros alimentos”, explica a nutricionista. Para solucionar este problema, Iara aconselha a substituir as farinhas e as gorduras por alimentos que não sejam refinados, nem manipulados, “como é o caso da azeitona, em que basta espremer para ter azeite, assim como o óleo de abacate, ou os frutos secos, que facilmente se transformam em manteiga. A linhaça, a aveia, a farinha de amêndoa… Há muitas opções para fugir ao pão”.

Repensar a nossa alimentação não é fazer dieta, nem procurar um determinado tipo de corpo. Ter uma alimentação saudável é um método de prevenção de doenças. Nutrir o nosso corpo é dar-lhe saúde, e é importante estar atento aos sinais que ele nos envia.


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