Regressar ao trabalho que se odeia

por , 1 Outubro, 2018

Durante mais de dez anos, Paula desempenhou tarefas na área da contabilidade. Sentia-se desmotivada, cansada e saturada. Quis mudar e conseguiu. No entanto, um revés levou a que tivesse de regressar à posição anterior. Descubra como terminou a sua história.

POR: Xavier Pereira

 

Tenho 40 anos de idade e, para contar o meu percurso, preciso de recuar mais de dez anos, altura em que entrei para a empresa na qual estive mais tempo. Fui colocada no gabinete de contabilidade. Dentro da área financeira, podia fazer várias tarefas, aquela era uma das mais comuns.

Foi lá que permaneci durante doze anos. As responsabilidades foram-se acumulando, a exigência também. Trabalhava sempre com elevados níveis de stress. Cada vez mais, sentia que tinha um maior número de pessoas a depender de mim. Os e-mails avolumavam-se. O telefone não parava. Chegava exausta ao final de cada dia.

Sinto que estava num loop. Não pensava em sair. Não pensava em fazer algo para mudar a situação. Vivia o dia a dia, até, de repente, integrar outra equipa. Larguei a contabilidade e fui para auditoria.

Apesar de ter continuado no mesmo grupo empresarial ? e, por isso, com o mesmo patrão ?, aquela mudança foi muito benéfica. Encarei-a como um novo desafio. Ainda assim, tive de o equilibrar com o apoio à colega que me tinha vindo substituir. Não cheguei a focar-me a 100% nas minhas novas tarefas.

No meu curriculum vitae estava uma pós-graduação na área de auditoria, à qual nunca tinha dado uso. Naquele momento, senti que me valorizava. No novo gabinete, tinha menos responsabilidades, novas rotinas e trabalhava com outros colegas. Tentei integrar-me na equipa e adaptar-me aos seus ritmos. Tinham passado apenas dois meses, quando o dono da empresa se dirigiu a mim. Precisava que eu regressasse à contabilidade. Lá fui eu.

 


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