Sarahah: A sinceridade sem rosto que atrai 30 milhões de jovens

por , 5 Setembro, 2017

Será a sinceridade benéfica? A app israelita “Sarahah”, “honestidade” em árabe, considera que sim. Promete ser uma plataforma de criticas construtivas, anónimas, entre amigos e colegas de trabalho. No entanto, esta aplicação tornou-se viral entre os jovens e tomou outra proporção.

Através da app Sarahah qualquer pessoa está sujeita a receber mensagens anónimas no telemóvel. Não é necessário nenhum registro, mas sim o link da pessoa a quem se pretende fazer uma pergunta. As respostas são apenas visíveis, se for partilhado um screenshot nas redes sociais, de forma pública.

A app que já está no top de aplicações mais descarregadas, em 30 países, tem dado muito que falar devido ao descontrolo inerente ao mundo digital e aos perigos que podem surgir. Zain al Abidin Tawfiq, fundador da plataforma, admite que desde início que existiu a preocupação de travar um possível uso indevido da app, através de filtros e bloqueios. No entanto, a empresa conta apenas com 3 funcionários e não consegue controlar os cerca de 30 milhões de utilizadores.
Ainda mais popular se tornou, quando o Snapchat inclui numa actualização a possibilidade de sincronização da Sarahah com o perfil.

Esta aplicação é uma moeda de duas faces. Se por um lado pode aumentar a auto-estima através e elogios, na mesma (ou maior) proporção pode acontecer ciberbulling, e diversos conteúdos de cariz sexual.
No passado, surgiram outras aplicações como a Formspring, lançada em 2009, que foi associada a vários suicídios no Estados Unidos da América, ou a Ask.fm, em 2013.
Prometiam o mesmo, sinceridade e opiniões honestas, no entanto tornaram-se plataformas de ódio, ofensas e ciberbullying.

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