Socorro, vou ter um bebé

por , 29 Setembro, 2017

Quando o teste muda de cor e assinala “positivo”, não é apenas uma vida nova que se anuncia. Há outras que ficam em suspenso. Porque a notícia de uma gravidez não é vivida da mesma forma por todas as mulheres.

Por: André Rito | Fotografia: João Maria Catarino

Emiliana tinha medo de contar ao pai, Alexandra era demasiado livre para ser mãe, Beatriz nunca tinha pensado muito no assunto. Três mulheres falam de um dos momentos mais importantes das suas vidas.

A minha relação com o Pedro era recente. Uma paixão intensa. Estávamos juntos há cinco ou seis meses e íamos de férias para a Turquia. Na altura, andava tão distraída com a pílula, que acabei por deixar de tomá-la. Disse ao Pedro: “se engravidar, vou até ao fim”. (…) A verdade é que nem sabia se queria ser mãe.”  Beatriz Ferreira, 39 anos

 

Era solteira, vivia uma party life. Tinha namorado oito anos com uma pessoa, estava sozinha há um. (…) Tinha um bom trabalho, uma boa carreira, divertia-me imenso, estava a aproveitar a vida. No verão, num festival no Meco, estava com uns amigos e foi-me apresentado um rapaz. Tivemos uma atração brutal, passámos o festival juntos, e nunca mais nos largámos. Passados três meses, a minha menstruação atrasou. Acho que sentimos logo que íamos ter um bebé. Era uma mudança enorme.  Alexandra Pires, 39 anos

 

Engravidei com 20 anos. Era uma miúda. Na altura estudava (…) Um problema ginecológico fez-me ter a menstruação durante um mês. Fui à médica sem qualquer desconfiança – até porque tomava a pílula – e ela mandou-me fazer vários exames. Foi o meu namorado que os levantou, mas não me disse nada. Na última página vinha escrito que estava grávida. Achei que a minha vida tinha acabado.  Emiliana Loureiro, 36 anos

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