Sou gigolô e é por isto que me contratam

por , 26 Agosto, 2019

O Diogo e Leandro são gigolôs. Os nomes são fictícios, mas é assim que se apresentam. Recebem homens, mulheres e casais, e só fazem o que o cliente quiser. A CRISTINA falou com eles, e quis saber o que querem, afinal, as mulheres que os contratam.

por MARGARIDA MENINO FERREIRA

Diogo, 24 anos

Há dois anos que sou acompanhante. Tenho a minha profissão, para a qual estudei, mas gosto mais de ser acompanhante. É mais prazeroso. Atendo homens, mulheres e casais.

As mulheres, quando me procuram, procuram satisfazer fetiches, receber carinho e ser bem tratadas, coisa que não acontece em casa. Recebo muitas mulheres que são vítimas de violência, verbal ou física. Quando vêm ter comigo, é porque querem sentir-se bem com alguém. Tenho muitas clientes fixas, que gostam de estar comigo pelo carinho. A maioria já não tem prazer com os maridos, fazem por obrigação porque, se não fizerem, são agredidas. Por isso, às vezes procuram para o sexo, outras vezes para conversa.

As horas do dia em que tenho mais trabalho são os horários escolares, as horas de almoço, logo pela manhã, enquanto estão, supostamente, no ginásio, ou enquanto os maridos estão no escritório. Os encontros acontecem no meu local, ou em lugares discretos como alguns hotéis. As mulheres que me procuram são mulheres bem cuidadas. Algumas bonitas, outras não tanto, mas todas bem cuidadas.

As solteiras já me procuraram mais. Acho que já não recorrem tanto a estes serviços, porque conseguem de outras formas. Mas procuram-me muitos casais, às vezes casais de namorados jovens, que vêm por curiosidade, para experimentar coisas novas. Outras vezes são homens ou mulheres que querem fazer coisas que não têm coragem de fazer com os parceiros.


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