Um Natal alternativo

por , 23 Dezembro, 2018

Um Natal longe de casa, sem bacalhau e sem presentes, pode parecer o cenário de um filme de terror, para alguns. Para outros, pode ser uma opção. Mafalda, Miguel e Catarina viveram natais diferentes, por imposição de trabalho, ou por vontade de fazer algo diferente, e contaram as suas histórias à Revista CRISTINA.

POR: Margarida Menino Ferreira

 

“Ver os meus primos pequeninos abrirem os presentes do Pai Natal é sempre um momento muito emocionante. Contamos os minutos, segundos, para que chegue a meia-noite, em que os abrimos”. Mafalda Legateaux

 

“O meu último Natal foi uma experiência totalmente diferente. Primeiro, porque estava num país que não era o meu, e estava em trabalho. Depois, porque o jantar que nos foi oferecido não era um típico jantar de Natal, como o nosso”. Mafalda Legateaux tem 27 anos e é assistente de bordo. Passou o seu primeiro Natal longe de casa, no último, e recorda a experiência como difícil.

“Foi no Brasil, em Salvador. Estava com a minha tripulação, o que acabou por ser bastante divertido, porque já nos conhecíamos”. Ainda assim, para a assistente de bordo, celebrar esta ocasião tem como objetivo reunir a família. “Foi um bocado difícil. Para mim, o Natal é uma ocasião importante e especial, na qual se reúne toda a família. No entanto, tive a sorte de estar com uma tripulação que tudo fez para que nos sentíssemos bem, e que fosse apenas mais um dia de trabalho”.

O Natal de Mafalda foi, até aqui, dividido entre as duas partes da família. A noite da véspera era passada com a família da mãe. O dia de Natal era passado com a família do pai. “Daí ser tão importante para mim, porque são dois dias em que consigo estar com toda a minha família”. Entre tudo o que nos falta quando estamos longe dos nossos, a Mafalda faltou-lhe a comida e o momento em que se rasgam os papéis, e se descobrem os presentes. “Ver os meus primos pequeninos abrirem os presentes do Pai Natal é sempre um momento muito emocionante. Contamos os minutos, segundos, para que chegue a meia-noite, em que os abrimos”.

Este ano, Mafalda não sabe ainda onde passará o Natal. O trabalho obriga-a a aceitar que possa ser longe de casa, mas aprendeu a aproveitar outras oportunidades para estar junto da família.

“Montámos uma mesa de Natal na ala pediátrica e levámos presentes. Naquela noite de Natal os médicos foram a minha família”. Miguel Leitão

“Passei a noite de Natal no IPO, com as crianças da ala pediátrica”. Miguel Leitão criou o projeto Mikas quando tinha apenas 14 anos. No Natal passado, o palhaço Mikas passou a noite junto das crianças que precisavam de alguma alegria, mas nem tudo correu como esperava. “Nunca tinha acontecido fazer esta loucura de passar a noite de Natal, que é aquela noite especial dedicada à família e às pessoas mais próximas, fora de casa. O ano passado tomei a decisão de a passar no IPO. Vou ser sincero, foi das piores noites da minha vida. Foi aterrador.


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