O vazio de um desaparecimento

por , 22 Agosto, 2017

Rui Pedro desapareceu há quase 20 anos. Saiu para andar de bicicleta e, até hoje, não voltou. É dos mais mediáticos casos de desaparecimento de menores em Portugal. Ainda hoje, o que mais existem são perguntas sem resposta.

Por Xavier Pereira

 

Lousada, 4 de Março de 1998. Rui Pedro saiu de casa para um passeio de bicicleta depois do almoço.

Nunca mais foi visto. Se for vivo, terá hoje 30 anos de idade. Ao longo do tempo, a história que protagoniza tem-se feito em várias frentes. Nas primeiras páginas de jornais, nas capas de revistas, nas barras dos tribunais, nos gabinetes judiciais e, sobretudo, numa casa que mergulhou num silêncio duro. A mãe de Rui Pedro, Filomena Teixeira, assumiu a dianteira da luta por respostas. Ao longo do tempo, acumula uma revolta que não esmorece, uma dor sem tamanho e uma saudade que poucas pessoas imaginam.

Enquanto o caso de Rui Pedro permanece como um dos mais mediáticos e misteriosos, existe outro que ganhou uma dimensão ainda maior. Quer por ser mais recente, e por isso com grande impacto no mundo online, como por envolver uma família estrangeira.

Praia da Luz, 3 de Maio de 2007. Madeleine McCann foi deixada a dormir, com os dois irmãos, numa casa alugada num aldeamento turístico, enquanto os pais foram jantar com amigos. A menina tinha, na altura, três anos. Desde então, o caso mereceu diferentes contornos. Inicialmente colocou-se a hipótese de a menina ter saído pelo próprio pé e ter-se perdido. Depois, foi ganhando relevo a hipótese de rapto. Em qualquer dos casos, a Polícia Judiciária esteve debaixo de fogo e o aparato permaneceu montado naquela vila algarvia. Ainda hoje, os pais de Maddie, fazem apelos para que qualquer informação sobre a menor seja dada às autoridades.

Estes dois casos dão rosto a um drama que ganha mais relevo no verão, como desaparecimentos que se resolvem em questões de horas ou fugas de adolescentes que só encontram motivos para ir. Como o da jovem que, aos 16 anos de idade, fugiu de casa e permaneceu dois anos em fuga, por ser vítima de maus-tratos físicos e psicológicos por parte dos pais. Um testemunho para conhecer na edição de agosto da revista CRISTINA.

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