Visita aos anos 90 no Rock in Rio-Lisboa

por , 29 Junho, 2018

André Henriques é DJ e um dos principais responsáveis pelo gigantesco sucesso da festa Revenge of the 90’s. Hoje, sobe à cabina no Music Valley, no Rock in Rio-Lisboa, para uma viagem até à década de 90.

POR: Xavier Pereira

CRISTINA – O que podemos esperar desta Revenge of the 90’s, no RiR-Lisboa?

ANDRÉ HENRIQUES – Vai ser um bocadinho diferente, uma vez que está inserida num festival. A nossa curadoria começa às 20h e vai até às 2h. Além dos conteúdos Revenge, teremos a atuação de três bandas convidadas – Ena Pá 2000, Crazy Town e o alemão Haddaway. Vamos apresentar uma temática nova, que é o welcome to the jungle, [bem-vindo à selva]. É baseado no imaginário de filmes de aventura, como Jurassic Park ou o Rambo.

C. – Como resumes uma festa Revenge of the 90’s a quem nunca foi, quem já ouviu falar e quem vai experimentar pela primeira vez no RiR-Lisboa?

H. – Diria: “Vamos imaginar que te consigo levar até há 20 anos, numa máquina do tempo, e te consigo deixar num delírio com todos os sentidos e que, em 30 minutos, visitas as tuas memórias e te vou fazer sorrir”.

C. – Qual a melhor maneira de nos prepararmos para uma festa destas?

H. – Nos dias anteriores, acho que tem de existir uma ida às compras, com as amigas, para experimentarem várias peças e decidir o que cada uma vai levar. Depois, existe o ritual da mesa de café, em que se discute onde vai ser [muitas ocasiões, a localização é secreta e só revelada horas antes do evento] e qual será o artista-surpresa. No dia: jantar cedo e ir para a festa cedo para aproveitar ao máximo, uma vez que existem muitas atrações à volta.

C. – Se tivesses de escolher apenas uma música dos anos 90, qual seria?

H. – Um clássico: Smells like teen spirits, dos Nirvana.

C. – E um artista?

H. – O Prince.

C. – Quando a Revenge arrancou, há mais de um ano, equacionaram, em tão pouco tempo, chegar a um festival como o RiR?

H. – Não. Claro que não. (Risos) Na verdade, existe uma parte gira da nossa história: no final do primeiro evento, agarrei-me ao Paulo [sócio] e disse: “Acho que temos aqui espetáculo para um palco grande, para um Rock in Rio”. Claro que nunca mais pensámos no assunto, mas quando o convite surgiu, lembrámo-nos todos dessa conversa. O Rock in Rio confiou em nós antes do anúncio público. Antes do maior impacto, das maiores festas, eles já tinham confiado. Há pouco mais de um ano, sonhámos com isto, mas numa parvoíce, a seguir a um show. Percebemos que tínhamos feito algo especial. Pelo conceito, pela equipa, pelo público. Agora, é tudo muito real e está prestes a acontecer.

C. – É já dia 29 de junho e os cabeças de cartaz são os The Killers. Se tivesses de convidar o vocalista, Brandon Flowers, para ir à Revenge, o que lhe dizias?

H. – Que tinha de esperar um bocadinho, dava-lhe uma mesa, duas garrafas de vodka, e dizia para esperar uma hora e meia, que já viria o segmento rock. Depois, acho que já ia dançar no segmento seguinte, que é o brasileiro.

C. – Já há datas das próximas festas?

H. – Há, mas ainda não posso revelar. (Risos)

C. – Vais estar no RiR a atuar em dose dupla. Como é ser um dos poucos que pode dizer isso?

H. – É uma incrível surpresa. Durante muitos anos fiz rádio e participei em todos os RiR-Lisboa. A determinada altura, saí da rádio e fiquei com a mágoa de que não estaria na edição deste ano. Uns meses depois, surgiu o convite e foi espetacular. Primeiro, por não quebrar a ligação afetiva que tenho com o festival; depois, por ser um convite para atuar num palco novo, o Music Valey. A cereja no topo do bolo é ir ao RiR-Lisboa como artista. Num primeiro momento, o convite foi para ir com a Revenge, depois, surgiu o convite para preparar um DJ set para encerrar o Super Bock Digital Stage. Fiquei muito contente por me acharem merecedor. Estou a preparar duas coisas diferentes, para cada atuação.

 

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