O excesso de peso afeta mais do que o corpo

por , 20 Janeiro, 2020

A Sara mede 1,63 m e passou dos 55 kg para os 75 kg em muito pouco tempo. Estes 20 kg a mais mudaram a sua vida durante cerca de 4 anos. Mas tudo se transformou novamente quando, quatro especialistas depois, começou a ser seguida em consultas de Anti-aging.

Por Marta Padilha

Com apenas 34 anos, e sem motivo aparente, a Sara começou a ganhar muito peso. Até aí, sempre fora “extremamente magra” e comia pouco, pelo que ficou surpreendida com as alterações que o seu corpo começou a sofrer. Ao longo de 4 ou 5 anos, foi vítima de uma transformação que, por muito tempo, parecia não ter solução!

Recorreu à ajuda de quatro especialistas, em áreas distintas da saúde, que não detetaram qualquer problema. As análises nada mostravam de anormal e estes achavam que o motivo pelo qual a Sara engordava era o descuido com a alimentação. “Mas como esse não era o meu caso, eu não entendia o que podia fazer de diferente”. Portanto, todos assumiam que ela não tinha nada.

A Sara sentia o seu caso desvalorizado. Mesmo quando se queixava dos afrontamentos, que a deixavam corada e transpirada, os especialistas diziam que era apenas stress. Mas, mais uma vez, a Sara sabia que essa não era a resposta, porque é uma pessoa muito calma e porque se sentia equilibrada a esse nível.

 

A carga emocional do excesso de peso

Os especialistas insistiam em dizer-lhe que não comesse às escondidas, não fumasse e não bebesse: tudo coisas que a Sara não fazia.

A juntar a esta pressão, por ter um pai obeso e que “teve sucessivos AVCs”, a Sara conhecia bem as consequências de um aumento súbito de peso.

Sendo muito feminina, também do ponto de vista estético teve grandes dificuldades em se adaptar, especialmente ao guarda-roupa. Teve que adotar um estilo que não era o seu, porque as opções eram muito limitadas. E, por causa do inchaço, nunca sabia que roupas lhe iam ficar bem, porque havia dias em que algumas peças lhe serviam e noutros já não. Nesta fase, “o processo de escolher a roupa de manhã era um pesadelo, nem sabia como havia de me vestir!”

Mas o pior era quando lhe davam os parabéns por estar grávida… quando, na verdade, não estava. Até os seus alunos ficavam admirados, porque a professora não lhes tinha dado a novidade. A Sara tentava relevar, porque eram crianças, mas todos estes episódios afetavam a sua autoestima.

A família tentava dar-lhe apoio, mas ela sentia que todos relativizavam o problema. “Só quando viram que eu já não conseguia lidar com a situação é que levaram isto mais a sério. A minha irmã chegou a ir a uma consulta comigo e percebeu o nível de desespero em que eu estava, porque sabia o que eu comia e que não fazia sentido o que me diziam!”


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